Museu de Arte da Bahia Celebra 107 Anos com Exposições Inesquecíveis!

O nosso querido Museu de Arte da Bahia (MAB) completa 107 anos, e para celebrar, vamos revisitar algumas das exposições que fizeram história, do icônico Rodin aos vibrantes artistas da Bahia!
Fundado em 1918 e atualmente instalado no lindo Palacete das Mercês, no Corredor da Vitória, o MAB se firmou ao longo de mais de um século como um espaço de exposições super importantes e um ponto de encontro entre artistas, pesquisadores e público. Ele fortalece o diálogo constante entre arte, cultura e memória na nossa capital, Salvador.
De Rodin a Carybé: Um Século de Arte e Conexões no MAB!
Rodin, Esculturas e Fotografias (2001): Quem se lembra dessa? Uma exposição internacional que trouxe 20 obras do gigante francês Auguste Rodin diretamente do Museu Rodin em Paris, além de peças da Pinacoteca de São Paulo e reproduções fotográficas. Com obras datadas entre 1874 e 1970, incluindo o famoso “O Pensador” e maquetes da “Porta do Inferno”, a mostra atraiu mais de 54 mil visitantes! E o mais legal: depois do evento, o Governo da Bahia adquiriu quatro peças de Rodin que hoje enriquecem o acervo do MAB. Isso é um legado e tanto!
Os brinquedos que moram nos sonhos – o brinquedo popular brasileiro (2012): Essa foi pura nostalgia! Inaugurada em dezembro de 2012, a mostra apresentou cerca de 1.500 brinquedos da cultura popular brasileira, como bonecas, carrinhos e jogos. Dividida em salas temáticas, com atividades educativas e visitas monitoradas, a exposição estimulou a memória afetiva e nos fez refletir sobre temas como industrialização, publicidade e gênero no universo lúdico. Um charme!
Mancha de dendê não sai – Moraes Moreira (2023): Em 2023, o MAB fez uma homenagem linda a um dos maiores nomes da música popular brasileira: Moraes Moreira! Essa exposição proporcionou uma imersão sensorial na trajetória artística do cantor e compositor, destacando sua relação afetiva com a Bahia e com a cultura popular. “O MAB foi um grande parceiro no lançamento nacional da exposição sobre um dos principais cantores e compositores brasileiros. Juntos, recebemos aproximadamente 25 mil pessoas em uma das principais visitações do espaço. Vida longa ao MAB”, celebrou Fernanda Bezerra, diretora da Maré Produções, que foi a responsável pela mostra. É a música celebrando a arte!
Armorial 50 (2024): No ano passado, o MAB foi palco da exposição “Armorial 50”, que celebrou os 50 anos do Movimento Armorial, criado pelo gênio Ariano Suassuna. Com mais de 140 obras de artistas como Francisco Brennand, Samico, Elifas Andreato e o próprio Suassuna, a mostra destacou a riqueza da cultura popular nordestina. “O público se encantou com a proposta e com a riqueza das obras apresentadas”, lembra Celene de Sousa, museóloga do MAB. Uma ode à nossa raiz!
Atualmente em cartaz, “Carybé e o Povo da Bahia”: E para quem quer arte agora, o MAB está com a exposição “Carybé e o Povo da Bahia”, que homenageia o artista argentino-brasileiro com mais de 300 obras – entre desenhos, gravuras e pinturas – que retratam o cotidiano, a religiosidade e as manifestações populares da Bahia. Com curadoria de professores da Uneb e Ufba e servidores do museu, a mostra propõe uma nova leitura da obra de Carybé, valorizando nossas festas populares, a identidade baiana e os trabalhadores anônimos. Os desenhos em nanquim da Coleção Recôncavo, encomendados por Anísio Teixeira, são um destaque à parte, ilustrando cenas da vida em Salvador com o traço ágil e expressivo que marcou a trajetória do artista.
A museóloga Celene de Sousa, com mais de quatro décadas dedicadas ao MAB, relembra outras exposições marcantes na trajetória da instituição, como “‘Bahia, África Bahia'”, “‘O Leque e Seu Tempo'”, “Labirinto da Moda” e “A Carta de Pero Vaz de Caminha”, mostras que atraíram um público diverso e reafirmaram o MAB como um espaço vivo de cultura e memória.
“Cada exposição em si traz um contexto diferente, atingindo diferentes públicos e o MAB, nesses últimos 10 anos, abriu-se para a chegada de um público diferenciado, aproximando mais as pessoas, tirando delas o conceito ou preconceito de que era um museu elitista. Novas atividades foram introduzidas, e com isso o chamamento cada vez maior de pessoas”, disse ela. Isso é o que a gente ama: museu de portas abertas para todo mundo!
E a boa notícia não para por aqui! Na próxima matéria da série especial, vou contar tudo sobre o novo conceito do Museu de Arte da Bahia, que promete transformar a experiência do visitante e consolidar o MAB como um espaço ainda mais dinâmico e conectado com as tendências contemporâneas da arte e da cultura. Fiquem ligados!