Inteligência Artificial na Bahia: APEB Usa IA para “Humanizar” Histórias da Escravidão!

Um projeto super bacana do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) está usando a Inteligência Artificial (IA) para algo realmente transformador: reconstruir o passado! A ideia é humanizar os registros de pessoas escravizadas na Bahia Colonial e Imperial, dando mais vida e profundidade a essas histórias que precisam ser contadas e relembradas.

Do Papel Antigo ao Rosto Digital: O Projeto Fragmentos de Memória!

O Projeto Fragmentos de Memória, que faz parte do programa Resgate Ancestral, está rolando em três etapas. Primeiro, eles estão digitalizando os passaportes de pessoas escravizadas e libertadas. Depois, vem a transcrição paleográfica, que é tipo “traduzir” a escrita antiga para entender tudinho. E, por último, está sendo feito um levantamento iconográfico super detalhado.

Nessa última etapa, a equipe está usando dados de pesquisas acadêmicas e trabalhos visuais históricos, como os do famoso Jean Baptiste Debret (de 1816 a 1831) e as fotografias de Marc Ferrez (de 1882 a 1885). Além disso, estão usando gravuras, álbuns de viajantes e até acervos privados. O objetivo é catalogar tudo: trajes, cenários, adereços e até marcadores visíveis para que a IA possa criar retratos digitais o mais fiéis possível. É um trabalho de formiguinha que vai fazer uma diferença gigante!

O projeto está sob a batuta do diretor do APEB, Jorge X, e de Adalton Silva, responsável pela Coordenação de Preservação. E eles não estão sozinhos nessa! Contam com a parceria do estúdio criativo Filmeiro, que é o responsável por traduzir todos esses dados em retratos digitais gerados pela IA. E para a parte da transcrição dos documentos históricos, eles têm o ateliê Memória & Arte, coordenado pela Dra. Vanilda Salignac de Sousa Mazzoni. É uma equipe multidisciplinar de peso!

Na fase atual, eles estão coletando e organizando todos os recursos e dados para a interpretação: fotos, gravuras e litografias estão sendo restauradas digitalmente e usadas como referência visual para “alimentar” a Inteligência Artificial. As imagens que já foram geradas são estudos preliminares, testes de “prompts” (as instruções dadas à IA) e restaurações de fotos antigas. Mas, atenção: o resultado final só será divulgado depois de uma validação histórica super rigorosa, feita em conjunto com consultores e toda a equipe do APEB. Muita responsabilidade e cuidado com a nossa memória!

O APEB informou que, até setembro, o banco de referências será ampliado para começar as primeiras rodadas em grande escala. Em outubro, rolam as sessões de curadoria colaborativa e os ajustes finais nos “prompts”. E a boa notícia é que o lançamento oficial do resultado de “Fragmentos de Memória” está previsto para novembro de 2025! Mal podemos esperar para ver!

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